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Blog da Clínica Brasil

Pensando em cuidar da sua saúde, trouxemos uma série de conteúdos, para você entender melhor sobre sintomas e doenças que afetam o organismo. Não se esqueça de agendar uma consulta com um médico especialista!

Leishmaniose: Entenda os tipos, sintomas e formas de tratamento

A imagem mostra um mosquito-palha em uma mão humana. Na foto é possível perceber todos os detalhes do inseto, que tem sangue dentro do abdômen.
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A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitidos pela picada de um inseto conhecido como mosquito-palha (ou flebotomíneo), que pode afetar tanto humanos quanto animais, como os cães. A leishmaniose não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa ou de animal para pessoa sem a presença do mosquito vetor. A palavra vem do nome do médico escocês William Boog Leishman, que foi um dos primeiros a descrever o parasita causador da doença, no início do século XX. William Leishman descobriu o parasita enquanto estudava pacientes com febre prolongada na Índia. Mais tarde, o parasita foi classificado e batizado como Leishmania donovani, em homenagem a Leishman e ao médico Charles Donovan, que também participou das descobertas.   

Principais Tipos

A leishmaniose tem dois tipos principais que afetam os seres humanos:

 1. Leishmaniose Visceral (Calazar)

 Características:

  • Mais grave e potencialmente fatal se não tratada.

  • Atinge órgãos internos: fígado, baço, medula óssea.

Sintomas:

  • Febre persistente;

  • Perda de peso;

  • Fraqueza;

  • Anemia;

  • Aumento do fígado e baço;

  • Pode causar infecções secundárias e morte.

 

2. Leishmaniose Cutânea

 Características:

  • Afeta a pele;

  • Forma mais comum no Brasil.

Sintomas:

  • Lesões (feridas) na pele, geralmente indolores;

  • Começam como nódulos que viram úlceras;

  • Cicatrização lenta, podendo durar meses;

  • Pode deixar cicatriz permanente.
     

 2.1. Leishmaniose Mucocutânea (ou mucosa)

Características:

  • Variante da cutânea que afeta mucosas do nariz, boca e garganta;

  • Mais frequente em áreas da Amazônia e América do Sul.

Sintomas:

  • Feridas que destroem cartilagens nasais e da boca;

  • Pode levar à deformação facial grave.
     

Forma de contaminação:

A transmissão acontece por meio da picada de fêmeas infectadas de flebotomíneos, conhecidos popularmente como:

  • Mosquito-palha;

  • Birigui;

  • Tatuquira, entre outros nomes regionais.

Esses insetos picam animais infectados (como roedores, tamanduás, cães silvestres, e até cães domésticos) e, ao picarem o ser humano, transmitem o parasita.

A contaminação ocorre da seguinte forma: 

  1. Mosquito-palha pica um animal ou humano infectado e adquire o parasita Leishmania.

  2. O parasita se desenvolve dentro do mosquito.

  3. Mosquito infectado pica outra pessoa e transmite o parasita.

  4. O parasita se instala na pele (forma cutânea) ou, em casos mais graves, nas mucosas do nariz, boca e garganta (forma mucocutânea).

Vale ressaltar que não há transmissão direta da doença de pessoa para pessoa (exceto em casos muito raros como transfusão ou transmissão congênita). Além disso, não é transmitida por contato com feridas, saliva, ou objetos. 
 

Diagnóstico 

O profissional que realiza o diagnóstico da doença é o médico infectologista. Além do dermatologista, especialmente no caso de leishmaniose cutânea ou mucocutânea e o Clínico geral que pode suspeitar e encaminhar para o especialista. 

O diagnóstico pode envolver:

  1. Exame clínico:

  • Avaliação das lesões de pele ou mucosas.

  • Histórico de exposição a áreas de risco (zonas rurais, áreas de mata, presença do mosquito-palha).
     

  1. Exames laboratoriais:

  • Exame direto da lesão, realizado com a raspagem da borda da ferida para observar o parasita.

  • Cultura de material da lesão.

  • PCR que detecta o DNA do parasita.

  • Biópsia para análise histopatológica.

  • Sorologia, em alguns casos, especialmente na leishmaniose visceral.
     

Tratamento

O acompanhamento e tratamento da leishmaniose podem ser realizados por diferentes especialistas, dependendo da forma da doença e da gravidade. 

Leishmaniose Visceral (calazar):

Especialistas recomendados:

  • Infectologista: é o mais indicado, pois é especialista em doenças infecciosas como a leishmaniose.

  • Clínico geral: pode iniciar o diagnóstico e o tratamento, principalmente em locais com poucos especialistas.

  • Pediatra: se for em crianças, com suporte de infectologia.
     

Leishmaniose Cutânea ou Mucocutânea:

Especialistas recomendados:

  • Dermatologista: indicado para as formas cutâneas (de pele).

  • Infectologista: especialmente se a lesão for extensa ou houver risco de evolução.

  • Otorrinolaringologista (Otorrino): nos casos de leishmaniose mucocutânea, que afeta o nariz, garganta e boca.
     

Clínica Brasil

A leishmaniose é uma doença infecciosa séria que exige diagnóstico precoce e acompanhamento médico especializado para evitar complicações. Na Clínica Brasil, pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado da doença contam com uma equipe multidisciplinar composta por infectologistas, dermatologistas e clínicos gerais, preparados para oferecer um atendimento completo, humanizado e baseado nos protocolos atualizados do Ministério da Saúde.

A Clínica também oferece acesso a exames fundamentais para o diagnóstico e acompanhamento da leishmaniose, como:

  • Exames laboratoriais (hemograma, função hepática e renal);

  • Sorologia específica;

  • Exames parasitológicos;

  • Biópsias de pele ou mucosas, quando necessário;

Com infraestrutura moderna e suporte clínico adequado, a Clínica Brasil garante o cuidado integral do paciente, desde a suspeita clínica até o tratamento e o acompanhamento pós-terapêutico, promovendo segurança e qualidade de vida a quem enfrenta essa doença.