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Blog da Clínica Brasil

Pensando em cuidar da sua saúde, trouxemos uma série de conteúdos, para você entender melhor sobre sintomas e doenças que afetam o organismo. Não se esqueça de agendar uma consulta com um médico especialista!

Insuficiência Renal - Tipos, causas e sintomas

A imagem mostra as mãos de um homem apoiadas em suas costas, na região lombar.
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Os rins são os órgãos responsáveis pela filtragem do sangue e manutenção do equilíbrio interno do organismo, realizando funções como: 

  1. Filtragem o sangue: fazendo a remoção de resíduos metabólicos (como ureia, creatinina e ácido úrico), eliminando toxinas e substâncias em excesso por meio da urina.

  2. Regulação do equilíbrio hídrico e eletrolítico: controlam a quantidade de água no corpo e mantêm o equilíbrio dos sais minerais (sódio, potássio, cálcio, fósforo).

  3. Regular o pH sanguíneo.

  4. Controlar a pressão arterial.

  5. Eliminação de drogas e substâncias químicas: metabolizam e excretam medicamentos e substâncias químicas presentes no sangue.

A insuficiência renal caracteriza uma condição em que os rins não conseguem desempenhar suas funções da maneira correta para manter o bom funcionamento do corpo, o que consequentemente pode ocasionar o acúmulo de toxinas e resíduos no organismo, causar o desequilíbrio dos fluidos e eletrólitos, além de outras complicações. Há duas formas principais de insuficiência renal: aguda e crônica. 

1. Insuficiência Renal Aguda

A insuficiência renal aguda é a perda súbita e repentina da função renal, que ocorre em horas ou dias. Resulta na perda parcial ou total da função renal. Em alguns casos, com o tratamento adequado é possível reverter o quadro.

Principais causas 

  • Desidratação; 

  • Perda de sangue;

  • Patologias que afetam os rins; 

  • Infecções graves; 

  • Obstrução urinária (pedras nos rins, tumores ou aumento da próstata);

  • Utilização de certos medicamentos, alguns antibióticos e anti-inflamatórios podem ser tóxicos aos rins. 

Sintomas

  • Diminuição ou ausência de urina;

  • Inchaço nas pernas, tornozelos e pés;

  • Confusão mental; 

  • Cansaço extremo;

  • Náuseas e vômitos;

  • Pressão arterial elevada.

2. Insuficiência Renal Crônica

A insuficiência renal crônica se refere a perda da função renal gradativa, é irreversível, podendo se perdurar por anos, sem provocar sintomas evidentes nos estágios iniciais. Quando chega a estágios avançados, pode levar à doença renal terminal, no qual os rins não conseguem sustentar as funções vitais. 

Principais causas

  • Pressão alta;

  • Diabetes;

  • Doenças hereditárias;

  • Uso excessivo de medicamentos tóxicos aos rins;

  • Doenças autoimunes.

Sintomas

  • Fadiga constante e cansaço excessivo;

  • Inchaço;

  • Pressão arterial alta e dificuldade de controle;

  • Alterações na urina;

  • Náuseas e vômitos;

  • Perda de apetite;

  • Coceira na pele (por conta acúmulo de toxinas);

  • Dores de cabeça;

  • Câimbras.

Estágios da Insuficiência Renal Crônica:

A insuficiência renal crônica é dividida em 5 estágios, sendo o estágio 1 (inicial) e o estágio 5 (grave), que necessita de diálise ou transplante renal.

  • Estágio 1: Função renal normal (90% ou mais).

  • Estágio 2: Função renal levemente reduzida (60-89%).

  • Estágio 3: Função renal moderadamente reduzida (30-59% da função).

  • Estágio 4: Função renal gravemente reduzida (15-29% da função).

  • Estágio 5: Doença renal terminal (menos de 15% da função renal).

Prevenção 

Existem algumas formas de prevenir a insuficiência renal crônica, como: 

  • Controle da pressão arterial e do diabetes.

  • Manter uma dieta saudável, evitando o excesso de sal e proteínas.

  • Evitar o uso indiscriminado de medicamentos, especialmente analgésicos e anti-inflamatórios.

  • Se hidratar corretamente.

  • Realizar exames regularmente, principalmente se houver histórico familiar de doenças renais.

Diagnóstico e Tratamento da Insuficiência Renal 

O diagnóstico da insuficiência renal é realizado através da avaliação clínica, exames laboratoriais, como exames de sangue para avaliar a função renal e os níveis de minerais, exame de urina, e, se necessário, exames de imagem, como a ultrassonografia renal, tomografia ou ressonância. O médico especialista que diagnostica, trata e previne as patologias renais é o nefrologista, que acompanha casos de insuficiência renal, seja aguda ou crônica, trata infecções renais, cálculo renal de repetição e realiza o preparo para diálise ou transplante. 

1. Tratamento da Insuficiência Renal Aguda

Em alguns casos, o tratamento para a insuficiência renal aguda é eficaz e consegue a reversão do quadro. Visa tratar a causa, (como infecção, desidratação, obstrução), restaurar o fluxo sanguíneo e a função renal, corrigir desequilíbrios eletrolíticos e ácido-base. Pode ser indicado a reposição de fluidos intravenosos para corrigir desidratação e melhorar o fluxo renal, suspender o uso de medicamentos que podem causar intoxicação e gerar lesões nos rins, utilizar antibióticos no caso de insuficiência aguda causada por infecções. Em casos mais graves, que demandam maiores cuidados, pode ser necessário a realização de diálise, processo em que o sangue é filtrado por uma máquina que remove resíduos, excesso de líquidos e eletrólitos que os rins não conseguiram eliminar. 

2. Tratamento da Insuficiência Renal Crônica

O tratamento da Insuficiência Renal Crônica visa desacelerar a progressão da doença, controlar sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. O tratamento depende do estágio da doença, das comorbidades associadas e da função renal. Nos estágios iniciais (1 a 3), o tratamento prioriza a preservação da função renal para evitar complicações, controlando outras comorbidades existentes, como pressão alta e diabetes, mantendo uma dieta equilibrada e realizando suplementação de vitamina D. No estágio 5 (terminal), os tratamentos indicados envolvem hemodiálise com sessões, geralmente 3 vezes por semana. Diálise peritoneal, que pode ser feita em casa, envolve a infusão de solução de diálise na cavidade abdominal. O transplante renal é um tratamento definitivo para muitos pacientes em estágio terminal. Em casos onde o tratamento dialítico não é indicado (idosos frágeis, comorbidades graves), pode-se optar por cuidados paliativos, priorizando o conforto e controle de sintomas. A insuficiência renal é uma doença que exige monitoramento e acompanhamento contínuo com o especialista, neste caso, o nefrologista, que avalia periodicamente as funções renais (TFG, creatinina, ureia), monitoramento de pressão arterial, eletrólitos, estado nutricional e anemia. 

Conclusão 

A insuficiência renal, especialmente em sua forma crônica, é uma condição progressiva e silenciosa que exige atenção constante da sociedade e dos serviços de saúde. Sua detecção precoce é essencial para evitar complicações graves, como a necessidade de diálise ou transplante renal. Para isso, o trabalho conjunto de profissionais como médicos clínicos gerais, nefrologistas, cardiologistas e endocrinologistas é fundamental, especialmente no diagnóstico e no manejo dos fatores de risco como hipertensão e diabetes. Além dos médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais também desempenham um papel importante no acompanhamento e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes renais, garantindo um cuidado integral. Nesse cenário, a Clínica Brasil se destaca como uma parceira essencial no diagnóstico e no tratamento da insuficiência renal. Com equipe multiprofissional especializada, estrutura moderna e atendimento personalizado, a Clínica Brasil oferece suporte completo para quem busca prevenção, diagnóstico preciso e cuidado contínuo. Cuidar da saúde dos rins é um compromisso com a vida e contar com a Clínica Brasil faz toda a diferença nesse caminho.