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Blog da Clínica Brasil

Pensando em cuidar da sua saúde, trouxemos uma série de conteúdos, para você entender melhor sobre sintomas e doenças que afetam o organismo. Não se esqueça de agendar uma consulta com um médico especialista!

Esclerose Múltipla: Como Identificar?

A imagem mostra um homem sorridente em uma cadeira de rodas está fazendo exercícios com halteres vermelhos, enquanto uma mulher com cabelos cacheados escuros o observa por trás, com as mãos em seus ombros. Eles estão em um ambiente interno que parece ser uma sala de estar ou área de convivência com uma cozinha parcialmente visível ao fundo.
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A palavra esclerose é derivada do grego e significa endurecimento. Na medicina, o termo é utilizado para se referir ao enrijecimento irregular dos tecidos ou órgãos do corpo, comumente provocado por processos inflamatórios crônicos, doenças autoimunes e pelo processo natural de envelhecimento. Essa rigidez ocorre quando acontece a substituição do tecido normal do corpo pelo tecido cicatricial, que é responsável pela cicatrização de lesões ou feridas. 

Tipos de esclerose

Os tipos de esclerose se diferenciam de acordo com critérios, como: onde ocorre, quais órgãos acomete e o motivo, qual é a causa. Dentre as mais recorrentes, estão:

  • Esclerose Múltipla (EM): atinge o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal).

  • Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA): danifica os neurônios que controlam os músculos.

  • Esclerose Arterial (ou Arteriosclerose): o processo de enrijecimento acontece nas artérias, o que pode causar doenças cardiológicas, infarto e AVC.

Esclerose Múltipla (EM)

A esclerose múltipla é uma doença crônica e autoimune, o que significa que não tem cura e ocorre de maneira gradativa, pois o sistema imunológico do corpo, que tem a função de protegê-lo, ataca, erroneamente, regiões do próprio organismo. Na esclerose múltipla, o sistema imunológico danifica a mielina, causando a interrupção da comunicação entre o cérebro e o corpo, que resulta em diversos sintomas que afetam diferentes áreas, como: visão, coordenação motora, cognição e emocional, intestinal e urinária.

Principais sintomas:

  • Fadiga intensa, formigamento e dormência (frequentemente nos braços, pernas e rosto) fraqueza, espasmos ou rigidez muscular, alterações na coordenação motora e equilíbrio, tonturas e vertigens.

  • Na visão há sintomas como: dor ao mover os olhos, visão dupla ou embaçada e até perda da visão (parcial ou total). 

  • Na coordenação motora: tremores, alteração na fala e dificuldade para se deslocar.

  • Na cognição e emocional: dificuldade para se concentrar e memorizar, alterações no humor, ansiedade e depressão.

Diagnóstico da Esclerose Múltipla

O diagnóstico da doença tende a ser complexo, uma vez que não existe um exame específico para detectar a presença de lesões no sistema nervoso central, sendo necessária uma análise clínica e laboratorial detalhada, para confirmar as lesões e descartar possíveis outras doenças com sintomas semelhantes. Para o diagnóstico é necessário:

  • Análise do histórico clínico detalhado: início dos sintomas, frequência, duração, histórico familiar.

  • Exame neurológico que identifica alterações na coordenação motora, reflexos, força muscular, visão, sensibilidade e equilíbrio.

  • Ressonância magnética: essencial para detectar lesões, o estágio em que estão, (se são antigas ou estão em processo de inflamação), e onde se encontram.

  • Punção do líquido cefalorraquidiano (líquor) que circula pelo sistema nervoso central e aponta se há atividade inflamatória presente.

  • Exames de sangue: para descartar a presença de outras doenças com sintomas parecidos, como: lúpus, infecções, deficiência de vitamina B12, dentre outros.

  • Testes para avaliar a resposta elétrica do cérebro a estímulos sensoriais, visuais e auditivos que ajudam na identificação de danos nos nervos, ainda que não tenham sintomas aparentes.

Tratamento

Em caso de sintomas, deve-se procurar a orientação de um especialista neurologista, que irá avaliar o quadro clínico, recomendar todos os exames necessários e em caso de detecção da doença, recomendar o tratamento adequado. Embora não tenha cura, existe tratamento para esclerose múltipla que visa o controle dos sintomas, atuando na diminuição das inflamações ativas e no risco do surgimento de novas lesões. É importante manter hábitos saudáveis para fortalecer o sistema imunológico, o que pode reduzir o risco de desenvolver esclerose múltipla ou outras doenças autoimunes.

Conte com a Clínica Brasil para cuidar da sua saúde neurológica

A identificação precoce da Esclerose Múltipla faz toda a diferença na qualidade de vida do paciente. Se você ou alguém próximo apresenta sintomas semelhantes, não hesite em buscar ajuda médica especializada. Na Clínica Brasil, contamos com profissionais experientes e tecnologia de ponta para garantir um diagnóstico preciso e um acompanhamento humanizado. Agende sua consulta e venha cuidar da sua saúde com quem entende do assunto.