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Blog da Clínica Brasil

Pensando em cuidar da sua saúde, trouxemos uma série de conteúdos, para você entender melhor sobre sintomas e doenças que afetam o organismo. Não se esqueça de agendar uma consulta com um médico especialista!

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC): Como Identificar e Tratar

A imagem mostra uma profissional da saúde analisando um exame de raio-x do tórax. A profissional está de touca, luvas e capa de material EVA azul utilizada para proteção em exames.
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A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma doença respiratória progressiva e irreversível, caracterizada pela obstrução recorrente do fluxo de ar nos pulmões e a inflamação das vias aéreas, o que dificulta a respiração. Os estágios são classificados em leve, moderada, grave ou muito grave. O tabagismo é apontado como a principal causa, sendo responsável por mais de 80% dos casos. Além do cigarro, a exposição prolongada a poluentes ambientais como poeira, fumaça de lenha, poluição do ar, produtos químicos, repetidas infecções respiratórias na infância e fatores genéticos, também são apontados como agentes causadores da DPOC. Dentre os tipos de doenças pulmonares obstrutivas crônicas estão a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. A bronquite crônica causa a inflamação dos brônquios, com tosse e catarro por pelo menos 3 meses ao ano, durante 2 anos consecutivos, já o enfisema pulmonar causa a destruição dos alvéolos, que são pequenos sacos de ar nos pulmões, o que prejudica a troca de oxigênio e dióxido de carbono. 

A DPOC afeta mais homens ou mulheres? 

A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) no contexto histórico, afetava mais homens do que mulheres, mas esse cenário vem sofrendo mudanças nas últimas décadas. Antigamente, até meados do século 20, a DPOC era mais comum em homens, principalmente porque o tabagismo, considerado o principal fator de risco, tinha maior incidência em homens. No cenário atual, essa diferença entre homens e mulheres com DPOC apresentou queda, e em muitos países, incluindo no Brasil, a prevalência em mulheres está igual ou até superior à dos homens. Alguns fatores explicam essa crescente, como:

  1. Aumento do tabagismo entre mulheres: especialmente a partir da década de 1970.

  2. Maior sensibilidade das mulheres aos efeitos do cigarro: podem desenvolver DPOC com menor carga tabágica do que os homens.

  3. Diagnóstico: maior conscientização levou a maior número de diagnósticos em mulheres.

  4. Exposição à fumaça de lenha e biomassa: comum em mulheres que cozinham em ambientes mal ventilados, especialmente em zonas rurais.

Estudos indicam que mulheres com DPOC tendem a apresentar mais sintomas (como falta de ar e ansiedade) mesmo com função pulmonar semelhante à dos homens. Também podem ter pior qualidade de vida relacionada à doença.

Sintomas 

  1. Iniciais:

  • Falta de ar;

  • Tosse persistente;

  • Chiado no peito;

  • Produção excessiva de muco;

  1. De maior gravidade (estágios avançados):

  • Falta de ar em repouso;  

  • Cansaço e fadiga;  

  • Perda de peso sem causa aparente;

  • Infecções respiratórias frequentes, como bronquites e pneumonias;

  • Sensação de aperto ou peso no peito;

  • Inchaço nos tornozelos, pés ou pernas;

  • Cianose: lábios ou unhas com coloração azulada, devido à má oxigenação no sangue.

Em casos de observação de agravamento dos sintomas, como: aumento da falta de ar, tosse, secreção, febre alta persistente, dor no corpo, uso da musculatura acessória para respirar, confusão ou sonolência excessiva, dor torácica ou palpitações, dificuldade para se alimentar comer, beber ou tomar remédios e baixa oxigenação do sangue é necessário procurar atendimento médico imediatamente. 

Diagnóstico

Os sintomas geralmente se manifestam de forma lenta e progressiva, por isso muitos indivíduos demoram a procurar ajuda. O médico que realiza o diagnóstico, a classificação da gravidade da doença, indica o tratamento adequado e acompanha o paciente é o pneumologista, esse especialista cuida das doenças respiratórias. O diagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crônica é realizado, inicialmente, pela investigação do histórico clínico e sintomas do paciente, e fatores como: se há tabagismo atual ou passado, exposição a poluentes ou fumaça de lenha, se quadros de infecções respiratórias são constantes. O principal exame para detecção da doença é o exame de espirometria, que mede o fluxo de ar nos pulmões e é utilizado para confirmar se há obstrução e se trata-se de um quadro irreversível ou parcialmente reversível das vias aéreas. Os demais exames envolvem radiografia ou tomografia de tórax, que detectam enfisema, hiperinsuflação ou outras doenças pulmonares. Gasometria arterial para avaliação da oxigenação e acúmulo de CO2 em pacientes graves e a dosagem de alfa-1 antitripsina em pacientes jovens ou sem exposição ao tabaco. Os dois exames são realizados através da coleta de sangue, mas se diferem na realização da coleta, na gasometria arterial o sangue é coletado de uma artéria.

Tratamento e Prevenção

O tratamento para DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) visa aliviar os sintomas para proporcionar uma maior qualidade de vida ao paciente e atrasar a progressão da doença. Como se trata de uma doença crônica, não tem cura, mas com os cuidados e acompanhamento adequados é possível viver ativamente com a doença. O tratamento indicado varia de acordo com a gravidade do paciente, no geral, pode incluir: 

  1. Mudança no estilo de vida:

  • Parar de fumar: intervenção mais importante, uma vez que o tabagismo é a principal causa da doença;

  • Evitar exposição a poluentes, como: poeira, fumaça, produtos químicos.

  • Vacinação: é importante vacinar-se contra a gripe anualmente, pois a vacina muda sua composição. Além das vacinas contra pneumococo e COVID-19.

  1. Medicamentos: o uso de medicamentos como broncodilatadores para aliviar a obstrução das vias aéreas. Corticosteroides inalatórios, usados em casos mais graves. Antibióticos e corticoides orais para casos de crises agudas. Mucolíticos, utilizado para facilitar a eliminação de secreções.

  2. Oxigenoterapia: indicada para pacientes com níveis de oxigênio muito baixos no sangue, principalmente em fases avançadas da doença.

  3. Reabilitação Pulmonar: exercícios físicos supervisionados, fisioterapia respiratória, suporte nutricional e educação sobre a doença.

  4. Cirurgia: em casos específicos.

  5. Monitoramento da doença: é necessário realizar o acompanhamento com especialista pneumologista, para ajuste do tratamento conforme evolução da doença. E informar-se de forma contínua sobre manejo de sintomas e reconhecimento precoce de crises. 

Conclusão

A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) é uma condição que afeta milhões de brasileiros, comprometendo a respiração e a qualidade de vida de forma silenciosa e progressiva. Tosse persistente, secreção frequente e falta de ar durante atividades simples podem ser sinais de alerta. A boa notícia é que a DPOC pode ser prevenida e controlada. Parar de fumar, evitar a exposição a poluentes e buscar acompanhamento médico são passos essenciais para manter a saúde dos pulmões. Na Clínica Brasil, nosso compromisso é com o cuidado integral e personalizado. Contamos com pneumologistas experientes e estrutura adequada para oferecer diagnósticos precisos e tratamentos atualizados, sempre com foco na qualidade de vida do paciente. Se você ou alguém próximo apresenta sintomas respiratórios frequentes, não ignore os sinais. Agende sua consulta com um de nossos especialistas em pneumologia e respire melhor.